Canto Eterno

Ecoando lógicas cores
Entreato, nobres cantores
Soam missas clássicas, dores
Encontrando ternos amores

Sinto, ecológicas flores
Quem ora pro nobis, senhores?
Pulso firme, punho cerrado
No caminho torto e arado

Eco! As cigarras sibilam
Pela mata em coro afinam
Solo um vaga-lume apaga
Meio-diminuto se cala

Mas no fim um canto ecoa
Cada vez mais longe ela voa
Para onde vai leva sorte
Lá não há tristeza nem morte.

À memória de Vovó Filha