Pintando Saturno

Dispenso opiniões
Acaso pedi alguma?
Vomite suas palavras
Em si mesmo
Ou nojentas atitudes
No único corpo que lhe pertence
Não lhe direi
Mas cuidado com o que penso
Em defesa legítima
Do direito de ser

Roubaram-me todos os amores
Até o que não era meu
Olhe, não toque na tela
E cale! De mim cuido eu.

Crítica Poética

Solta, a poesia é pensada
Com destreza e singelança
Tem gosto de terna infância
Inusita a cada olhada
Me fez crer que és, ou fada
Ou bruxa, meio alquimista
Mas no fundo vi a pista
És passarinho que foi preso
Na certa teve foi medo
De alçar vôo em revoada
Te tornando então humana
Pra aprender a ser artista
E nunca perder de vista
Do caminho não se reclama!

Por Rafael Pugas